quarta-feira, 22 de novembro de 2006

Carta de Lisboa













Chegou carta muito bela,
que me fala de Lisboa;
E traz impressos em tela
uma flor de Florbela
e um girassol de Pessoa

De flor vermelha ao peito,
a ternura de quem sente
que há sempre um verso perfeito
num sorriso atraente

Anda cá poeta Ary,
anda, anda lá daí,
que a tua voz ainda ecoa!
Navegando por Abril,
nas tertúlias, com O'Neill
e Carlos do Carmo em canoa.

Anda cá Poeta Ary,
traz um cravo na lapela...
Volta, passa por aqui,
canta de novo Lisboa;
Sorri outra vez para ela.

Que Lisboa em verso e prosa,
ou numa tela qualquer,
tem o candor duma rosa
e o encanto de mulher




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