segunda-feira, 11 de janeiro de 2016

SILÊNCIOS


Quando no olhar da gente a gente sente
que vislumbra a eternidade num segundo
é que a gente se dá conta, de repente,
dos "assombrosos silêncios" deste mundo

E quando, no silêncio, um som estridente
e atroz, que tergiversa sim o não rotundo.
Melhor fora que desejasse estar ausente 
enfiada num buraco negro, bem profundo

Fora só a voz da pele, a que pressente 
que o instante é um ventre infindo e fundo...!
Fora só sereno e longo, e toda a gente

calaria a voz própria, pois mais fecundo
é o pulsar mudo do grito, na mão-semente
que o rasgar fácil da terra, no roubo imundo. 

Sterea/sfich

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